Mar revolto que me ensina a nadar,
Ondas que me tiram do lugar.
Parece que me afogo,
Parece que morro,
que me falta ar,
Mas volto.
De novo,
Afundo.
Volto.
Descubro força onde não havia.
Ou havia?
Descubro habilidades onde podia.
Volto. Fortaleço. Nado. Faço.
E, quando vier calmaria,
Também saberei nadar.
sexta-feira, 19 de maio de 2017
sábado, 18 de fevereiro de 2017
sábado, 4 de fevereiro de 2017
Não é tarde...
Permita que a serenidade chegue. Às vezes, ela está logo ali: no barulho da chuva; no olho no horizonte; no toque do vento no seu rosto. E ela está sempre em você, na sua respiração, na capacidade de desacelerar pensamentos, no poder de focar cada tarefa em seu tempo e desconstruir monstros que nascem do seu medo.
sábado, 28 de janeiro de 2017
Vontade
Que chega,
Que move,
Que falta,
Que dá
E passa.
Que faz recomeçar,
Que faz ficar.
Cresce,
Chega ao topo,
Cai.
Que permite o prazer,
Que se torna frustração na poda...
E muda.
Que some.
Que vive desde criança.
Que existe sem ser entendida,
Que sabemos o porquê.
É vício,
Sonho,
Fome,
Desejo,
Planos,
E Luz.
Que move,
Que falta,
Que dá
E passa.
Que faz recomeçar,
Que faz ficar.
Cresce,
Chega ao topo,
Cai.
Que permite o prazer,
Que se torna frustração na poda...
E muda.
Que some.
Que vive desde criança.
Que existe sem ser entendida,
Que sabemos o porquê.
É vício,
Sonho,
Fome,
Desejo,
Planos,
E Luz.
terça-feira, 10 de janeiro de 2017
Despedir-se
O caminho sempre é diverso. Alguns são quase infindáveis; outros, chegam logo ao seu fim. E, quando chega essa hora, quando chega a hora de partir, invade a nossa alma uma multidão de sentimentos, de vivências e de pensamentos. A alegria nos toma pelo braço e faz um sorriso se desenhar no canto da boca ao lembrarmos de risadas, abraços e imprevistos, e o olho chega a ser quase mar quando sabemos que não reviveremos o cotidiano que nos encheu de sentido. Daí, a contradição nos encontra e, por vezes, faz transbordar... Tudo nos é novamente, tudo se revira, refaz. E seguimos.
sábado, 10 de dezembro de 2016
Um
Meu primeiro lar sempre teve planta, chá e verdura fresquinha. Lá tinha abraço e comida caseira, tinha bichinho e tinha irmão pra brincar. Meu primeiro lar sempre foi integral, inteiro. Quente e confortável como coberta em noite chuvosa, permitiu que eu sentisse a importância da rede que nos une a tudo, seja animado ou inanimado, como tudo nos faz, e ajudamos a fazer tudo.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2016
Das cinzas
Quando a vida se avermelha e arde, parece que vai nos incinerar. Vem fogo, a gente se torna carvão (imóvel, inerte, o fim). Sem onde estar e o que fazer, voltamos ao solo. Tocamos o solo, estamos o solo. Ali, sem aparente energia, aprendemos que cinza é adubo. E, aí, o verde nos acontece de novo.
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