sexta-feira, 10 de outubro de 2014

R O M P E R

Nenhum nove! Está levando a carteira? Olha o relógio!!! Deve dar o exemplo. Disso me é feito o temor. Mas venho a teimar o querer. Quero que a libido me venha, o devaneio invada, que eu pire! Que eu também seja desejo. Eu já sei dirigi-lo.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Elipse

Houve um tempo de bochechas rosadas e sonhos coloridos. Nessa época, bruxas e fadas conviviam debaixo de uma mesma jabuticabeira. Lá, aprendi a construir famílias e ninar bonecas. Dava a elas o melhor da minha feira de flores e de meu coração. Foi um momento em que a bicicleta era meu temor volante e não havia príncipe que fizesse me render à coragem. Mas não havia temor suficiente que me impedisse de andar sobre duas rodas. Foi um bom tempo! E, como vivemos em elipse, um amor me encontrou debaixo da minha jabuticabeira.

domingo, 6 de julho de 2014

Aliança

A agenda enche o peito de descompassos e o calendário anestesia a cabeça. Apesar disso, uma leveza gostosa me invade. Expectativa é meu nome. Sobrenome? Há de haver!

sábado, 12 de abril de 2014

E

"a morte vive aqui do lado, só que a gente não vê" (Maltz) 
E, de repente, ela vem. Surpreende. Em um rápido movimento, coloca-nos em pleno caos. E, quando se vai, só nos resta o vazio. Aos poucos, desloca para o passado. Aquele livro que nem sequer sabíamos ler, aquela dança que nos fazia rodar, aquele sorriso que nos fazia sorrir. Mas já não somos os mesmos e não temos o que tínhamos. Vemos a necessidade de reinventar caminhos para não permanecer à margem. Pedimos aos céus respostas, procuramos o que pode haver de novo... E, confesso: olhamos para trás... Porque não podemos negar quem nos deu vida, ensinou passos, ofereceu abrigo. E seguimos, pois há de se seguir. Caminho... Sinais, curvas... E continuidade.