sábado, 18 de fevereiro de 2017

Ali

Mesmo que pequena,
Há beleza em qualquer lugar.

Vá olhar!

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Não é tarde...

Permita que a serenidade chegue. Às vezes, ela está logo ali: no barulho da chuva; no olho no horizonte; no toque do vento no seu rosto. E ela está sempre em você, na sua respiração, na capacidade de desacelerar pensamentos, no poder de focar cada tarefa em seu tempo e desconstruir monstros que nascem do seu medo.

sábado, 28 de janeiro de 2017

Vontade

Que chega,
Que move,
Que falta,
Que dá
E passa.
Que faz recomeçar,
Que faz ficar.
Cresce,
Chega ao topo,
Cai.
Que permite o prazer,
Que se torna frustração na poda...
E muda.
Que some.
Que vive desde criança.
Que existe sem ser entendida,
Que sabemos o porquê.
É vício,
Sonho,
Fome,
Desejo,
Planos,
E Luz.

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Despedir-se

O caminho sempre é diverso. Alguns são quase infindáveis; outros, chegam logo ao seu fim. E, quando chega essa hora, quando chega a hora de partir, invade a nossa alma uma multidão de sentimentos, de vivências e de pensamentos. A alegria nos toma pelo braço e faz um sorriso se desenhar no canto da boca ao lembrarmos de risadas, abraços e imprevistos, e o olho chega a ser quase mar quando sabemos que não reviveremos o cotidiano que nos encheu de sentido. Daí, a contradição nos encontra e, por vezes, faz transbordar... Tudo nos é novamente, tudo se revira, refaz. E seguimos.

sábado, 10 de dezembro de 2016

Um

Meu primeiro lar sempre teve planta, chá e verdura fresquinha. Lá tinha abraço e comida caseira, tinha bichinho e tinha irmão pra brincar. Meu primeiro lar sempre foi integral, inteiro. Quente e confortável como coberta em noite chuvosa, permitiu que eu sentisse a importância da rede que nos une a tudo, seja animado ou inanimado, como tudo nos faz, e ajudamos a fazer tudo.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Das cinzas

Quando a vida se avermelha e arde, parece que vai nos incinerar. Vem fogo, a gente se torna carvão (imóvel, inerte, o fim).  Sem onde estar e o que fazer, voltamos ao solo. Tocamos o solo, estamos o solo. Ali, sem aparente energia, aprendemos que cinza é adubo. E, aí, o verde nos acontece de novo.

domingo, 4 de dezembro de 2016

Ah!

Se arriscar
Em se fazer estar.
Que seja na nota Fá
Ou se doar a alguém lar.

Se arriscar
Ser e se transformar.
Selvagem como o mar
Ou na sua também calma.

Sem se riscar,
O simples escutar.
E, quando se apalpar,
Se sentir na ponta do guiar.

O que será
Que depois chegará?
Já esqueci de lembrar
De viver sempre agora.