Eu vim foi de lá,
onde o verde prevalece
e o sustento vem do chão.
Desde pequena,
o "fóta" a cantar eu ouvi
o hinário alemão.
Ele dizia
daquele vento e do Pai,
e de quem nos fez cristão.
Saber promovia:
que de fé é que se vive,
junto com todo irmão.
Não conhecia
algo assim na cidade
ao chegar nesse mundão.
Sim, me perdia,
mas o pertencer descobri
com ar de reinvenção.
terça-feira, 4 de agosto de 2015
domingo, 2 de agosto de 2015
Sobre uma manhã c'alma
O pequeno me toca. O símbolo alegra ao surpreender. Nada, silêncio, palavras humildes, voz e violão. Não me interesso por poesia de fábrica, tons em larga escala. Não é preciso muito pra me surpreender, mas é preciso alma para tocar a alma.
terça-feira, 14 de julho de 2015
MADRUGADA
Ah, esta minha alma velha e boba que já aprendeu a não sangrar à toa, mas que insiste em sofrer se o punhal chega a sua posse... Aquela que escolheu romper a pele, traçar uma borboleta e escondê-la por trás de mechas ainda prefere o descanso emocional da solidão, apesar de não dispensar a mesa posta, o choro e o riso. Alma capricorniana de um calor com cara de frieza, de luz escondida em cavernas, que aprendeu a ser assim, aceitou ser assim, segue a vida assim: feliz mesmo sem cores barulhentas.
sexta-feira, 3 de julho de 2015
( )
O silêncio, a escuta, a apreciação, a reflexão antes da fala, do grito; senão, a gente, mesmo falando, definitivamente se cala.
terça-feira, 30 de junho de 2015
De malas desfeitas
Você me disse o melhor que eu poderia ouvir: viva! Contou-me que seus últimos anos se passaram voando, quando era você que queria bater asas. Então, ordenou: voe. Aconselhou aproveitar essa possibilidade para conhecer o distante e o diferente. Analisou, assim, o quanto perdemos ao nos aprisionarmos a paredes, dificuldades, pessoas, lugares e estigmas. Você sorriu e aconchegou minha dúvida sem nem mesmo eu saber que essa existia. Você se incluiu em mim, agradecendo por eu ter chegado até seu recanto. E, no fim, soubemos que sou sagrada para você e você, pra mim.
terça-feira, 16 de junho de 2015
Curva
Desculpe-me. Eu não trabalho com números. Pode até ser que eu tenha calculado algumas áreas e conhecido alguns polinômios, mas as variáveis não se encerram no "x" da questão. Meu objeto é subjetivo; meu tempo, relativo.
domingo, 14 de junho de 2015
Primeiro dia
Dos resquícios da menina, há algo a usar. Outros já não cabem ou eu escolhi descartar. E, sem motivo algum (ou com vários), recomeçar. No mesmo passo, no entanto, o olhar... De domingo pra segunda, por que lacrimejar? Oportunidade prum novo, sem sequer aguardar.
O que será? Seja o que for. Pode até ferir a métrica ou então ser a rima mais boba. Que seja.
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